sábado, 17 de março de 2012

Informática e conceitos culturais

Sejam muito bem vindos ao blog cultura e tecnologia!
Interessante como a
informática tem influenciado a cultura das pessoas certo?
Pensando nisso,
decidi desenvolver um blog que aborde o assuto para que possamos trocar idéias e
experiências sobre o assunto.
Agradeço muito o carinho e gostaria de deixar
algo bem iteresante que encontrei no
site
da
Unicamp.
Resumo
Não se pode estudar os efeitos da informática e das
tecnologias sobre os indivíduos
e a cultura sem recorrer-se às mudanças
diárias trazidas por aqueles.
Diante de tais mudanças estão as mais diversas
formas de manifestação da
cybercultura contemporânea como por exemplo: a
efervescência social da internet,
as comunidades virtuais, as festas rave, o
underground hightech, os cyberpunks...
que refletem o encontro das
tecnologias digitais com a sociedade contemporânea.
A tecnologia, que foi
durante a modernidade, um instrumento de
racionalização e de separação, agora
parece transformar-se numa ferramenta convivial
e
comunitária.


Mudanças a partir dos anos
60


Segundo [1], três processos independentes começam a se
gestar no final dos anos
sessenta e princípios dos setenta e convergem hoje
para a “gênese de um novo mundo”.
São eles:
1. A revolução das tecnologias
da informação;
2. A crise econômica tanto do capitalismo quanto do estatismo
e sua subseqüente
reestruturação;
3. O florescimento de movimentos sociais
e culturais
² feminismo;
² ambientalismo
² defesa dos direitos
humanos
² defesa das liberdades sexuais
² . . .
O primeiro processo, a
revolução das tecnologias da informação, atua
remodelando as bases materiais
da sociedade e induzindo a emergência do informacionalismo
como a base
material de uma nova sociedade [2].
Nesse sentido, ela tem uma importância
igual ou maior à da Revolução Industrial.

Novas tecnologias versus
garantias individuais
A informática vem se tornando tão presente na vida e no
cotidiano das pessoas, que as
mesmas não percebem o vínculo de dependência
com a tecnologia e não percebem que
sua privacidade pode ser facilmente
invadida.
A informática também é utilizada por setores de oganizações
empresarias responsáveis
pela seleção, contratação e controle de pessoal.
Esses orgãos acumulam uma significativa
quantidade de informações funcionais
dos individuos, incluindo suas opções
religiosas, política partidária e, às
vezes, até sua opção sexual.
A elaboração de um sistema de informações
integrado pode permitir acompanhar o
indivíduo do nascimento à morte. Ao
nascer a criança é cadastrada no cartório de
registro civil, grande
quantidade de informações são coletadas pelas redes de ensino,
ao atingir
certa idade o indivíduo vê-se compelido a possuir documentos como:
carteira
de identidade, carteira de motorista, documento de serviço millitar
além de ter que se
registrar na receita federal. Ao falecer, é extraído o
atestado de óbito.
O homem acaba adquirindo muitas tecnologias para facilitar
e agilizar sua vida, tendo
como principal objetivo adquirir mais tempo pra
ficar com a família. Entretanto, acontece
o contrário: ele acaba adquirindo
mais tempo pro trabalho.

Fote:
Unicamp.com.br

sexta-feira, 16 de março de 2012

Americano compra McBook e recebe uma pedra.


Muitos de nós pensamos que esse tipo de coisa acontece apenas no Brasil.
Não estou generalizando e insinuando que não devemos realizar negócios pela
rede mundial, pois, assim como existem desonestos em todas as áreas da vida,
existem sim os que se escondem por trás de certos anúncios.
Essa matéria pode servir de alerta para nós, que realizamos compras pela internet.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Cientistas podem ter descoberto uma pílula contra o racismo

De fato não tem como se prever até onde vai o avanço da tecnologia. Cientistas dessa vez, podem ter descobrido a cura para a intolerancia e a discriminação racial.
Veja a matéria que se encontra no site TecMundo.
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Oxford afirmou ter descoberto um medicamento capaz de curar o racismo. Durante estudos realizados com uma droga bastante comum no tratamento da pressão alta — o Propranolol —, os cientistas observaram que um dos efeitos colaterais do medicamento era a sua ação sobre uma área do cérebro responsável por algumas respostas emocionais.

Os pesquisadores avaliaram os efeitos do Propranolol em um grupo de 36 estudantes voluntários, todos do sexo masculino e brancos. Metade dos voluntários recebeu uma dose de 40 mg de Propranolol, enquanto a outra recebeu uma dose de placebo. Todos os voluntários então passaram por um teste específico para identificar o comportamento racista, mostrando resultados estatisticamente relevantes, que levaram os pesquisadores a acreditar que o medicamento pode realmente ter algum efeito sobre o preconceito racial.

Necessidade de mais estudos

Embora o grupo objeto da pesquisa fosse muito pequeno — apenas 36 homens brancos —, ainda assim os resultados foram surpreendentes. Os pesquisadores acreditam que o medicamento reduz o racismo ao atuar no sistema límbico, que regula o comportamento sexual e a agressividade. Além disso, os resultados apresentaram novas evidências sobre os processos cerebrais que geram o preconceito, mesmo em indivíduos que defendem a igualdade, sugerindo que o medicamento poderia ser utilizado para regular atitudes racistas inconscientes.

Contudo, caso estudos mais abrangentes sejam levados a cabo e realmente seja comprovada a eficácia do Propranolol no tratamento da intolerância e da discriminação, fica a dúvida de como será a regulamentação com relação à prescrição do medicamento.

Fonte: TecMundo

quarta-feira, 7 de março de 2012

Preparem-se, pois as TV's QUAD HD estão chegando e, a princípio, os preços não serão muito atrativos, mas a qualidade será incomparável e promete ser uma grande atração na sua sala. Confira essa matéria do site Tecmundo e deixe sua opinião:

Esqueça as resoluções 1080p, jogue fora os seus óculos 3D e prepare o bolso, pois as TVs Quad HD estão chegando. Por meio do seu perfil no Twitter, a divisão da Toshiba no Reino Unido anunciou que o modelo ZL2 começará a ser comercializado a partir do dia 12 de março no país.

O eletrônico foi revelado na CES 2011, mas somente teve seus recursos demonstrados ao público na IFA 2011 – evento ocorrido em setembro do ano passado, no qual a equipe do Tecmundo teve a oportunidade de experimentá-lo. Clique aqui para saber nossas primeiras impressões.

A TV ZL2 possui 55 polegadas, é capaz de executar conteúdos 3D sem que você precise de óculos especiais para assisti-los e tem resolução Quad HD – de até 3.840x2.160 pixels. O preço para a tecnologia de última geração é salgado: o televisor deve sair por 8 mil euros (equivalente a 18 mil reais).

Fonte: Tecmundo

segunda-feira, 5 de março de 2012

O virtual e a virtualização

Boa tarde amigos! Estudando sobre o assunto na rede, encontrei um site muito bom sobre o nosso assunto.
Matéria que fala da relação entre o virtual e o nosso cotidiano. Como a tecnologia tem entrado em nossas vidas... O texto foi tirado do site Entretextos. Confira:
Quando falamos de informática temos sempre presente um certo receio em nossa
mente sobre os conceitos que se acumulam a seu respeito. Mesmo que aparentemente
os programas com os quais estamos acostumados a utilizar no nosso dia-a-dia nos
pareçam amigáveis, tais como, uma tela de um caixa bancário ou visor de uma
máquina de autenticação de débito ou cartão de crédito, quando pensamos nos
processos que tornam essas operações possíveis engasgamos nas suas definições e
na nossa capacidade abstração para entendermos tais processos. É fato que a
informática em seu conceito mais amplo pouco ou quase pouco está explicitada,
principalmente quando se põe a necessidade de se entender esse universo a partir
da utilização de tal linguagem na educação.
As primeiras questões que surgem
a esse respeito é o que significa esse universo virtual que se apresenta como
irreal, no sentido de inexistente, mas que ao mesmo tempo, em sua essência, pode
e deve ser visto como ponto de realidade de fato e é governado por um sistema,
palavra que nos incomoda muito, que em si não explica nada, senão a uma certa
idéia de execução de todas as relações necessárias para que o virtual se
concretize de fato em meios as nossas ações. Como entender o que faz dos meus R$
1.000,00 (mil reais) lá posto em algum lugar virtualmente em minha conta
corrente que a partir de determinado instante eles se tornam tão reais quanto os
centavos que carrego em minha carteira?
Na verdade, o movimento de
compreensão envolve dois conceitos fundamentais da filosofia aristotélica para a
compreensão: ato e potência; acrescentados pelo conceito de virtual resgatado da
Idade Média.
Em geral, quando pensamos em virtual pensamos o oposto à
realidade, assim, dentro do senso comum, virtual seria aquilo que se opõe ao
real, em um sentido mais estrito aquilo que se apresenta como ilusório, que não
existe aqui e agora. No entanto, sob o aspecto filosófico cabe aqui procurar
aprofundar esse princípio a partir da proposta de Pierre Levy, que tem como
fundamento da questão, sobre o virtual, o conceito dessa idéia na obra de
Deleuze, a saber, Diferrénce e Répétition.
A palavra virtual encontra no
latim sua semântica derivada de virtus, que significa potência, energia. Desse
modo, aquilo que em si possui virtus, tem potência para algo. A princípio essa
compreensão se torna essencial para que se possa fazer a passagem do conceito de
real para o conceito do virtual e desse para o real.
O virtual não se opõe
ao real, pelo simples fato de que nele existem todas as determinações que o
farão real, pois há nele mesmo, em sua essência, plena realidade daquilo que é
de fato. O virtual possui em si todas as determinações do real e é real no ato
em que se torna realidade de fato.
Potência e ato são operações que emergem
e fluem do virtual para o real. Há no virtual toda a forma e a identidade
daquilo que no real se produzirá, não lhe faltando nada, de fato, que lhe faça
diferente no ato em que se torna realidade (2003, p. 269). Enquanto o possível
está para o real como um conjunto de determinações possíveis, no virtual, a
realidade se dá no ato da passagem entre o virtual para o real por meio da
potência contida naquele como determinante deste. Ou seja, o virtual é a
potência para o atual, assim como o possível é para o real. De fato, o que falta
para o virtual é o ato em ser real, aquilo que o fará ser segundo as suas
determinações. Diferente do conceito de possível, que será um conjunto de
determinações que fará que algo seja real e, portanto, possível segundo as
determinações e condições da realidade.
A compreensão desse movimento se
instala na instância da lógica, assim, quando vou a um caixa eletrônico e lá
deposito R$ 1.000,00 em minha conta corrente, nada mais faço que potencializar
na esfera da lógica uma determinação que se fará “ser” no real quando, em
qualquer tempo e espaço, saco a quantia em um outro caixa eletrônico. A
diferença entre virtual e real está em que o primeiro é uma potência determinada
(e também os problemas dessas determinações que serão configurados no real, como
por exemplo, o fato de os R$ 1.000,00 não serem suficientes para a quitação dos
meus débitos) para a minha realidade; e o segundo, quando os atualizados pela
minha opção “saque”, tornam-se, todos os meus valores monetários, realidade em
ato, cujas determinações se completam neste instante. Assim, “o virtual tem para
a realidade uma tarefa a completar, como um problema a resolver; é o problema
que orienta, condiciona, engendra as soluções, mas eles não se assemelham às
condições do problema” (2003, p. 274).
Nesse movimento, o virtual não se
apresenta como ilusório, mas ao contrário, é uma dialética constante entre o
atual e o virtual, em que o atual se configura como uma solução, parcial ou
completa, a partir de forças e finalidades que se apresentam aqui e agora, que
servirão também para alimentar o próprio processo de virtualização. Desse modo,
se por um lado, a árvore está virtualmente contida na semente, por outro, a
árvore contém em ato todas as determinações que a farão ser árvore virtualmente
na semente. O ato responde ao virtual (a semente, o problema) aquilo que lhe é
próprio (ser árvore, a solução) e vice-versa (Levy, 1996, p.17).
Assim, fica
fácil entender que o professor ao recomendar um texto contido em um CD ou em uma
página da Internet para a leitura ou para a pesquisa de um aluno está de fato
sugerindo uma atualização do texto. Aqui, o aluno ao se sentar diante da tela do
computador clicar sobre o linque que lhe foi recomendado, ele está fazendo nada
mais que atualizando as potências contidas em tal texto virtualmente locado,
cujos problemas e soluções ocasionadas pelo texto são apenas partes de uma
dimensão de tempo, espaço e do contexto em que o aluno interpreta a sua leitura.
No instante específico, enquanto o aluno carrega em sua máquina o hipertexto
contido na rede virtualmente, o texto está sendo atualizado pelo próprio
aluno.
Ora, partindo da premissa que o virtual é a potência para o atual, do
mesmo modo, toda vez que pego algo em ato, como real, e passo para o virtual,
nada mais faço que elevar à potência aquilo que se apresenta como ato aqui e
agora, em um sentido inverso da atualização.
A virtualização é uma mudança de
um modo de existir que não abandona absolutamente a essência ontológica da
coisa, apenas não está presente na nossa noção tempo e espaço, nem situado no
real. Porém, não cabe dizer que é irreal. É o abandono de um certo existir, mas
não o abandono do ser, como diria Aristóteles, de um certo isto, de uma forma de
ser, ou seja, não é o abandono da sua essência. Aquilo que está virtualmente
posto está apenas, simultaneamente, desterritorializado (1996, p.17). Segundo
Serres, não é irreal pelo fato de não estar presente nem por ser imaginário, é
virtual por ter todas as condições da existência, embora não haja nenhuma
referência física a seu respeito (1994, p. ??). A referência física no virtual
muda, mas é irrelevante; é o endereço lógico e potencial que determina o ponto
virtual do qual o atual deve ser a resposta, mesmo que esse endereço físico
mude, e isso pouco importa para o ponto de locação do virtual, haverá um
endereço lógico para ser resposta do atual, essencial quanto à solução que
emerge com a atualização.
Desse modo, quando temos em mãos uma foto nossa, a
colocamos em um scanner, em seguida, a enviamos a qualquer endereço virtual,
potencializamos tal imagem que está no nosso porta-retrato sobre a mesa,
lançando-a em um universo nômade e disperso, em tempo e espaço, e que aponta
para uma só dimensão, aquela quando alguém em posse desse endereço a atualiza e
a descarrega em seu próprio tempo e espaço imprimindo tal foto. E assim se faz
com outras coisas, como uma sala de aula de virtual, por exemplo, em que a
presença dos alunos e a dos professores em tal ambiente não se insere no
contexto do irreal, mas nas determinações efetiva daquilo que caracteriza o
aprender e o ensinar, em que a continuidade da ação de uma sala de aula
presencial muda não pela sua essência, mas apenas por uma existência marcada por
uma aparente descontinuidade temporal e espacial que se sincroniza a medida em
que cada membro atualiza o conjunto de determinações que a sala de aula virtual
potencializa.
A rede virtual forma uma teia (net) de pontos, em que cada
computador é um ponto da teia, formando um conjunto de computadores dispersos e
nômades que estão disseminados em qualquer parte do mundo, locados em um tempo e
espaço que só faz sentido determiná-los a partir da sua atualização.

"É a cultura que produz a tecnologia"


Há relação direta entre elas? Que relação seria essa e quem vem primeiro?

E estudando em alguns sites sobre o assunto, li uma matéria muito interessante sobre a cultura unida á tecnologia que é muito esclarecedora para quem estuda na área e gostaria de compartilhar aqui no blog. A matéria foi extraída do site Diário de Notícias. Segue:

A sociedade da informação entrou para a primeira linha da actualidade
nacional, através do choque tecnológico. Manuel Castells tem seguido a evolução
portuguesa e considera que o país está numa etapa de transição para o que
apelida de modelo informacional de desenvolvimento. O modelo da sociedade em
rede, baseado na informação, no conhecimento e na organização não hierarquizada.
Mas o choque tecnológico faz-se só com... tecnologia?

A resposta do autor de A Galáxia Internet é negativa. "É a cultura que produz
a tecnologia", afirma. A prova é a própria existência da Internet, cuja raiz é
cultural. "A ideia da livre comunicação, que existia nas universidades
americanas dos anos 70, é que gerou este tipo de tecnologia. A ideia de que a
Internet nasceu como uma tecnologia para resistir a um ataque nuclear é um
disparate", afirma o sociólogo. "Para desenvolver a Internet, foi preciso
primeiro pensar numa tecnologia de comunicação sem centro. Os franceses fizerem
um modelo com a mesma tecnologia, mas vertical, o Minitel francês. Foi varrido."

O conceito de rede, onde não exitem hierarquias mas "nós" horizontais, todos
com o mesmo poder, é a essência da Internet. Para Castells, não se trata apenas
de um modelo tecnológico. Também as sociedades evoluem para uma organização em
rede, a partir do momento em que dispuseram de uma tecnologia de comunicação
horizontal, a Internet.

Os Estados Unidos e a Finlândia são exemplos de países que deram o salto para
a sociedade em rede. Representam, respectivamente, um modelo liberal e um modelo
social- -democrata, europeu. Castells considera-os incompatíveis.

Para o sociólogo, o sector público não é um travão, mas um motor, que não
dispensa, naturalmente, o sector privado. "A diferença é que, de um lado, há
apenas o modelo empresarial e no outro é o Governo que primeiro cria condições
para a inovação e garante que os benefícios são redistribuídos por toda a
sociedade. Um sistema de segurança social não detém a inovação",
explica.