segunda-feira, 5 de março de 2012

"É a cultura que produz a tecnologia"


Há relação direta entre elas? Que relação seria essa e quem vem primeiro?

E estudando em alguns sites sobre o assunto, li uma matéria muito interessante sobre a cultura unida á tecnologia que é muito esclarecedora para quem estuda na área e gostaria de compartilhar aqui no blog. A matéria foi extraída do site Diário de Notícias. Segue:

A sociedade da informação entrou para a primeira linha da actualidade
nacional, através do choque tecnológico. Manuel Castells tem seguido a evolução
portuguesa e considera que o país está numa etapa de transição para o que
apelida de modelo informacional de desenvolvimento. O modelo da sociedade em
rede, baseado na informação, no conhecimento e na organização não hierarquizada.
Mas o choque tecnológico faz-se só com... tecnologia?

A resposta do autor de A Galáxia Internet é negativa. "É a cultura que produz
a tecnologia", afirma. A prova é a própria existência da Internet, cuja raiz é
cultural. "A ideia da livre comunicação, que existia nas universidades
americanas dos anos 70, é que gerou este tipo de tecnologia. A ideia de que a
Internet nasceu como uma tecnologia para resistir a um ataque nuclear é um
disparate", afirma o sociólogo. "Para desenvolver a Internet, foi preciso
primeiro pensar numa tecnologia de comunicação sem centro. Os franceses fizerem
um modelo com a mesma tecnologia, mas vertical, o Minitel francês. Foi varrido."

O conceito de rede, onde não exitem hierarquias mas "nós" horizontais, todos
com o mesmo poder, é a essência da Internet. Para Castells, não se trata apenas
de um modelo tecnológico. Também as sociedades evoluem para uma organização em
rede, a partir do momento em que dispuseram de uma tecnologia de comunicação
horizontal, a Internet.

Os Estados Unidos e a Finlândia são exemplos de países que deram o salto para
a sociedade em rede. Representam, respectivamente, um modelo liberal e um modelo
social- -democrata, europeu. Castells considera-os incompatíveis.

Para o sociólogo, o sector público não é um travão, mas um motor, que não
dispensa, naturalmente, o sector privado. "A diferença é que, de um lado, há
apenas o modelo empresarial e no outro é o Governo que primeiro cria condições
para a inovação e garante que os benefícios são redistribuídos por toda a
sociedade. Um sistema de segurança social não detém a inovação",
explica.

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